Ódio-amor

quarta-feira, 5 de junho de 2024 § 0

 Amar-te é perder-te constantemente,

Pois nosso afeto é contraditório.
Como podes me amar, se me renegas?
Como posso amar-te,
Se me decepcionas?
É uma dança traiçoeira,
Em que tropeço em cada beira
Dos teus atos impensados,
Atos teus tão descuidados.
Como seguir com este amor tão ferido,
No entanto tão imenso, meu querido,
Por que me maltrataste?
Pelo ardor dos olhos teus,
Por acaso não sabias que aquela que maltrata
Bem melhor,
Mas de mansinho,
A que maltrata mais sou eu!

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