Poeira fina

quarta-feira, 5 de junho de 2024 § 0

 Algumas desilusões salpicadas pelos dias

A fina camada de areia cinza no ar
Um gosto neutro e amorfo de perplexidade
A constatação da minha humanidade
Incrédula
Não sou muito mais do que isso,
Frágil como uma pomba no asfalto
E vulnerável como uma orquídea.

Não há muito o que eu possa fazer
A não ser viver como uma planta
Existindo porque deve.
Pulsando sem sonhos,
Estranhando tudo o que é fora de si.

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