Me resgato do mais profundo lodo frio:
Cora perdida em infinito vazio.Olho-a nos olhos e afago-lhe as mãos
Meus rios, seus rios,
Caminhos que se cruzam
E conversam misteriosamente.
Cora em maturação e imanência,
Embalo-a em meus braços…
Perséfone transmutada,
Salta, esmurra, despida de velhas chagas.
Desperta da embriaguez paralisante
Põe-se em dança e movimento
Pés no chão,
Chamas em espirais ascendentes.