O estado de contentamento
O qual me entrego:Sentimento raro que brota da maturidade.
Acordo no meio da noite espantada:
Tenho quase trinta anos
E não há nada que eu possa fazer
A não ser me embalar no navio temporal
Içando as velas a meu bel-prazer.
A palavra é meu rumo
A música minha proa
E meu corpo um velho amigo que se modifica
Porém não me abandona.
A chuva lava e renova
Cada temporada da minha história.
O sol nutre e aquece minha sala,
Meu altar.
E o contentamento de se estar só
E rodeada por forças invisíveis.
Ser eu é o bastante.